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Estudantes da Unir voltam a cobrar ônibus pela zona sul e reclamam da demora na implantação de nova linha

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Universitários denunciam demora da Semtran após anúncio da rota que deve ligar bairros ao campus José Ribeiro Filho da Universidade Federal de Rondônia.


Acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (Unir) voltaram a cobrar da Prefeitura de Porto Velho e da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) a implantação efetiva da nova linha de ônibus anunciada para atender estudantes das zonas Sul e Leste da capital com destino ao campus José Ribeiro Filho. A reivindicação ganhou força após universitários denunciarem que, apesar do anúncio oficial da nova rota, a comunidade acadêmica ainda enfrenta dificuldades diárias no deslocamento até a universidade. Segundo os estudantes, a ausência de linhas diretas aumenta o tempo de viagem, amplia os custos com transporte alternativo e dificulta principalmente a permanência de alunos do período noturno.

Na zona sul, a proposta prevê a Avenida Jatuarana como principal eixo de ligação entre os bairros e o campus universitário, demanda histórica dos estudantes que vivem em regiões mais afastadas da capital. Entre os universitários mobilizados está Anderfábio, que relata uma rotina de deslocamento exaustiva até a instituição. Segundo ele, o trajeto diário ultrapassa 25 quilômetros e exige múltiplas conexões de transporte coletivo. “Estou na UNIR desde 2018. Passei pela pandemia e por greves. As reivindicações sempre aconteceram na base de muita luta e discussão. Ver essa solicitação sendo atendida hoje representa uma vitória para todos nós universitários, principalmente para quem mora na zona Sul e vinha pedindo essa rota há muito tempo. É uma conquista dos estudantes da UNIR”, afirma.

Outro estudante envolvido nas mobilizações é Afonso, que desenvolve estudos sobre mobilidade urbana e transporte universitário. Ele esteve entre os responsáveis por impulsionar nas redes sociais a campanha em defesa da criação de uma linha direta entre as zonas Sul e Leste e a universidade. Segundo Afonso, o debate sobre mobilidade precisa ir além da simples criação de novas linhas de ônibus e envolver também infraestrutura e segurança nos pontos de embarque. “O debate sobre mobilidade não pode ficar restrito apenas à criação de linhas de ônibus. Também precisamos discutir as condições dos pontos onde os estudantes aguardam o transporte. Hoje existe um problema sério de insegurança, principalmente no ponto localizado na saída principal pela Vila Tupi”, pontua. Os estudantes cobram agora que a Semtran apresente cronograma oficial, horários e previsão concreta para o início da operação da nova linha, além de garantir quantidade suficiente de veículos para atender a crescente demanda universitária. A mobilização estudantil reforça que o debate sobre transporte público em Porto Velho envolve não apenas mobilidade urbana, mas também acesso à educação, permanência estudantil e infraestrutura adequada para milhares de universitários que dependem diariamente do transporte coletivo para frequentar o campus da Universidade Federal de Rondônia.

Texto: Emerson Barbosa – Jornalista

DRT RO n. 1108

Imagens: Emerson Barbosa

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