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Greve na UNIR: Técnicos-administrativos em luta contra desvalorização salarial

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Liderados por Charles Costa, servidores completam mais de 20 dias de paralisação exigindo reajustes e melhores condições de trabalho.PORTO VELHO — A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) enfrenta uma das greves mais prolongadas de sua história recente. Os servidores técnico-administrativos, liderados pelo sindicalista Charles Costa, estão em greve há mais de 20 dias, clamando por um reajuste salarial significativo após acumularem perdas que chegam a 52,5% desde julho de 2010 até dezembro de 2021.Esses profissionais, que desempenham papéis fundamentais na organização, execução e avaliação de atividades essenciais ao apoio técnico-administrativo ao ensino, pesquisa e extensão, veem-se cada vez mais desmotivados. A assistência que garantem ao corpo docente e discente é vital para o funcionamento das instituições, mas a falta de valorização tem levado a uma alta taxa de evasão: 70% dos servidores têm deixado suas posições, um número alarmante quando comparado à média de desligamentos no Executivo Federal.Charles Costa, líder do movimento grevista, afirma: “Não podemos continuar a ignorar o impacto dessas perdas salariais na qualidade de vida e no trabalho de nossos servidores. É imperativo que haja um reajuste imediato para corrigir essas distorções e para que possamos reter talentos dentro da universidade.”O impacto da greve já se faz sentir de maneira ampla: atrasos nas atividades acadêmicas, interrupções em pesquisas e a redução nos serviços de suporte aos alunos e professores. A comunidade acadêmica apoia em grande parte às reivindicações dos grevistas, reconhecendo a importância de seu trabalho e a injustiça da situação atual.”Estamos aqui para garantir que a próxima geração de estudantes tenha acesso ao mesmo nível de educação e suporte que ajudou muitos de nós a ter sucesso”, diz Charles Costa.Os grevistas aguardam uma proposta do governo federal, esperando alcançar uma solução que reverta os anos de negligência salarial. Enquanto isso, os corredores da universidade permanecem em um silêncio ponderado, refletindo a tensão e a esperança de que as reivindicações sejam finalmente atendidas.As próximas semanas serão cruciais para determinar o desfecho deste movimento que, mais do que uma disputa salarial, é um clamor por reconhecimento e justiça no ambiente acadêmico.

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